sexta-feira, 24 de julho de 2015

O formato midiatizado da globalização

          
            É possível afirmar que a mídia não só detém a função de mecanismo desencadeador da legitimação ideológica da globalização capitalista, mas também enfeixa possibilidades de transformações inesperadas.
                Uma vez que os dispositivos de comunicação são utilizados para unificar simbolicamente o formato midiático das práticas discursivas, na busca por transformar o singular em homogeneidade.  Ou seja, requalificar a vida social do planeta e realizar a junção em torno de crenças, valores, estilos de vida e padrões de consumo quase sempre aliados com a razão competitiva dos mercados globalizados. Os meios de comunicação (somado os tradicionais como jornais, rádio, televisão, até as redes cibernéticas) produzem uma linguagem própria  pela qual se difundem as significações indispensáveis   à aceitação generalizada da ideologia do global.
                Apesar dessa tentativa de homogeneização, convém lembrar que existe um solo fértil para à virtualização de conhecimentos, às sociabilidades cooperativas e à democratização da esfera pública na ambiência da mídia. Por exemplo, a internet, atualmente, vem sendo utilizada como um novo tipo de ativismo, portanto, um contradiscurso de resistência às dominações ideológico-culturais, que combina participação social com interatividade midiática. Nesse sentido, é possível citar as manifestações de ruas ocorridas “espontaneamente” no Brasil, nos últimos anos.
               Diante do embate de forças, o caminho parece ser, portanto, fundamentado nos articuladores discursivos, das elites logotécnicas constituídas por jornalistas, financistas, professores, especialistas em marketing, artista, tecnoburocratas, bem como da dona de casa, do desempregado, do estudante, ou seja, todos devem ser agentes de fomentação de melhoria das políticas públicas democráticas para os serviços e espaços de comunicação, não só dentro de uma visão supranacional, mas também de resgate da diversidade, ponto fundamental para a coexistência dos povos, das nações e das culturas. 

Autora: Elizabeth Venâncio    




domingo, 19 de julho de 2015

Por uma outra comunicação - apresentação



Apresentação - Págs 9, 10, 11


  • O livro é um esforço coletivo de analisar o raio de alcance das reconfigurações dos meios e modos de produção, difusão, recepção e intercâmbio de dados, idéias, sons e imagens, numa época de aceleração tecnológica, de convergência digital e de mercantilização generalizada de bens materiais e imateriais. 
  • Tese - A mídia desempenha função estratégica primordial enquanto máquina produtiva que legitima ideologicamente a globalização capitalista.
  • (Argumento1) Por deter a capacidade de interconectar o planeta em tempo real, os dispositivos de comunicação concatenam, simbolicamente, as partes das totalidades, procurando unificá-la em torno de crenças, valores, estilos de vida e padrões de consumo quase sempre alinhados com a razão competitiva dos mercados globalizados. 
  • (Conclusão do Argumento1) E assim atuam apresentado-se como espaços abertos à reverberação da vontade geral - na verdade, um hábil artifício retórico para dissimular vínculos orgânicos com a lógica do capital.
  • (Argumento2) há uma confluência de variantes mercadológicas e tecnológicas nas mediações efetivadas pelos titãs da mídia, em seu intuito de organizar e convalidar os discursos da vida da produção. Tudo isso em uma moldura de assimetrias e desigualdades entre o círculo de países ricos e a extensa periferia de nações submetidas às políticas excludentes do neoliberalismo. Políticas que favorecem em larga medida a transnacionalização das indústrias culturais, a concentração patrimonial e a primazia do lucro, ao mesmo tempo que enfraquecem identidades, laços comunitários e direitos sociais.
  • (Argumento3) O mundo em rede enfeixa contradições, situações articuladas e possibilidades de transformações até então imprevistas. Inclusive aquelas relacionadas à virtualização de conhecimentos, às sociabilidades cooperativas e à meta de democratização da esfera pública. Daí a nossa opção de também lançar luzes sobre novos ambientes, práticas e vertentes comunicacionais tendencialmente propícias à disseminação de ideias participativas e aspirações solidárias.
  • (Argumento4) incluir, no exame da complexidade atual, o mosaico em gestação de resistências às dominações ideológico-culturais, no longo e por certo tortuoso percurso para a reversão de hegemonias constituídas. (lutas antineoliberais).
  • (Intervenção1) O horizonte para um outro mundo possível não poderá abrir mão de políticas públicas democráticas para os serviços e espaços de comunicação, dentro de uma visão necessariamente supranacionais, coordenada e convergente. 
  • (Intervenção2) Difícil imaginar a universalização da cidadania no quadro de dramática oligopolização dos setores multimídias. 
  • (Intervenção3) Resgatar a diversidade é fundamental para a coexistência dos povos, das nações e das culturas.
  • (Intervenção4) Precisamos com urgência viabilizar um realinhamento equilibrado e estável dos sistemas globais de informação e entretenimento. Realinhamento que respeite peculiaridades regionais e afinidades eletivas, e não desconheça as mutações da era digital, mas que coíba monopólios, permita a descentralização da produção simbólica e assegure o bem supremo do pluralismo. 

Funcionalismo



Págs. 55
  • Principais autores do funcionalismo: Harold Lasswell e Paul Lazarsfeld.
  • Conceito norteador da teoria: função - refere-se à contribuição dada por uma determinada forma de atividade repetitiva em termos de conservar a estabilidade ou equilíbrio da sociedade.
  • Assim, analisa os processos sociais como sistemas que trabalham para manter o funcionamento da sociedade.
  • Segundo a teoria, a comunicação social é um elemento fundamental ao sistema, pois a função de cada uma das partes de um sistema é manter o todo, para que isto aconteça é necessário que as partes troquem informações, se relacionem em vários níveis, de forma a aumentar a cooperação. 
Págs. 56

  • As mídias encaixam-se como elementos essenciais das democracias modernas para a regulamentação social, uma vez que, nas sociedades democráticas, as escolhas racionais dependem do acesso à informação e do permanente esclarecimento do público.
Págs. 57

  • Para os pesquisadores funcionalistas: a questão é as funções da comunicação na sociedade. A problemática dos meios de comunicação passa a ser analisada do ponto de vista de seu equilíbrio, da perspectiva do sistema social no seu conjunto. 
Págs. 59

  • O funcionalismo redimensiona a capacidade indiscriminada dos meios de comunicação para manipular o público, especificando a complexidade dos fatores que intervêm para provocar uma resposta ao estímulo.
  • O processo da comunicação passa a ser visto como algo estruturado socialmente. Emissor e receptor são analisados como membros do grupo social em que vivem. Esses grupos sociais condicionam a produção e a recepção das mensagem, interferindo na interpretação dos conteúdos. Perde força a ideia de que a comunicação é processo puro de persuasão, e ela passa a ser entendida como um processo de influência recíproca, condicionada pela realidade dos grupos sociais onde ocorre. 


A Abordagem Sistêmica


Págs. 54


  • A ambição do sistemismo é pensar a globalidade, as interações entre os elementos mais do que as causalidades, apreender a complexidade dos sistemas como conjuntos dinâmicos de relações múltiplas e cambiantes. (Mattelart; Mattelart, história das teorias da comunicação, São Paulo, Loyola, 1999, P. 62)

A teoria do "Two step Flow"



Págs. 53

  • Segundo a teoria, a comunicação não produz efeitos comportamentais ou mudanças diretas de atitude nos receptores, uma vez que a influência dos meios de comunicação passa por um funil ou filtro, representado pelos lideres de grupos (lideres de opinião).

sábado, 11 de julho de 2015

Teorias das Influências Seletivas



Págs. 48

Entre estas teorias estão: 

  • Teoria das Diferenças Individual - Estudos desenvolvidos na psicologia (motivação). Aponta que os indivíduos possuem constituição psicológica e estrutura cognitivas diferentes, assim busca entender como essas diferenças se distribuem pela população.
  • Teoria das Diferenças Sociais - Os indivíduos podem ser classificados ou distribuídos em categorias sociais, desde que compartilhem características semelhantes (religião, etnia, profissão, nível de renda, classe social, etc.)
  • Teoria da Aprendizagem Social ou Teoria dos Relacionamentos Sociais - Esta teoria faz uma análise dos efeitos da comunicação de massa a partir de variáveis independentes, tais como a extensão (tamanho) do material veiculado pelos meios de comunicação de massa e o número de vezes que é repetido. Estudos sobre de memória e a "curva do esquecimento" - analisava o período de tempo em que um individuo era capaz de memorizar uma mensagem em função do número de vezes que essa mensagem é repetida.
Págs. 51

  • Abordagem Empírico-experimental - partindo da ideia de que é possível obter os resultados dos processos de persuasão se as mensagens forem adequadamente  estruturadas. Esta análise associa os processos de comunicação de massa às características do contexto social em que esses processos realizam-se com base no estudo da composição diferenciada do público apresentando um tipo de análise mais complexa do que o mero estudo quantitativo, com o objetivo de analisar o tipo de consumo que o público faz das comunicações de massa.  A pesquisa demonstra que a mensagem dos meios de comunicação de massa é rejeitada quando entra em conflito com as normas do grupo e mostra que as mensagens dos meios de comunicação são consumidas de forma seletiva.

Págs. 52

  • Uma forma adequada para se descrever um ato de comunicação é responder às perguntas: quem?, diz o quê?, por meio de que canal?, com que efeito?. O estudo científico da comunicação tende a concentra-se numa dessas interrogações (Lasswell apud wolf, 1999, p. 29)
  • Essa frase pode ser "traduzida" em: análise de controle ou do emissor; análise de conteúdo ou da mensagem; análise das mídias/ ou suporte/ou canal; análise da audiência ou do receptor; e análise dos efeitos. 


Págs. 53

  • A teoria do "two step flow" - a comunicação não produz efeitos comportamentais ou mudanças diretas de atitude nos receptores, uma vez que a influência dos meios de comunicação passa por um funil ou filtro, representado pelos lideres dos grupos (lideres de opinião).
O que eu entendi: 

O objetivo dos estudos em comunicação parece ser descobrir um modo de controlar as massas. 



sexta-feira, 10 de julho de 2015

Antropológica do espelho: uma teoria da comunicação linear e em rede/ Muniz Socré – Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

ANTROPOLOGICA DO ESPELHO - UMA TEORIA DA COMUNICACAO LINEAR E EM REDE

Págs. 9 - Apresentação

  • Espelho é metáfora para: mídia linear ou tradicional; teletecnologias; comunicação em rede (hipermídia.
  • Pressuposto: Há um novo ordenamento artificial do mundo
  • Se há, então quais suas resultantes em termos de poder, identidade, mentalidade e conduta.
  • Divisão do livro: ethos midiatizado; hexis educativa; communitas, ethike; communication e episteme.


Págs 11 - O ethos midiatizado

  • Mídia – bios virtual – “terceira natureza” – nova qualificação da vida; criação de uma eticidade (costume, conduta, cognição, sensoriarismo).
  • A virada para o século XXI significou: a passagem da comunicação centralizada vertical e unidirecional para as possibilidades trazidas pelo avanço técnico das telecomunicações,  relativas à interatividade e  multimidialismo.
  •  Globalização  = “teledistribuição” mundial de pessoa e coisas. Mais investimento em engenharia microeletrônica (nanotecnologia), computação, biotecnologia e física.
  • Informação é produto (filmes, noticiais, sons, imagens, etc.)
  • “sociedade da Informação” indiferente a tudo que não seja a velocidade de seu processo distributivo de capitais e mensagens.

Págs. 12 

  • As transformações tecnológicas da informação mostram-se francamente conservadoras das velhas estruturas de poder, embora possam aqui e ali agilizar o que, dentro dos parâmetros liberais, se chamaria de “democratização”, “mutação tecnologica”.



Págs. 13

  • Ocorreu uma maturação tecnológica do avanço científico, que resulta em hibridização e rotinização de processos de trabalho e recursos técnicos já existentes sob outras formas (telefonia, televisão, computação) há algum tempo. Hibridizam-se igualmente as velhas formações discursivas (texto, som, imagem), dando margem ao aparecimento do que se tem chamado de hipertexto ou hipermídia.
  • Revolução da Informação:  centra-se na virtual anulação do espaço pelo tempo, gerando novos canais de distribuição de bens e a ilusão da ubiqüidade humana (Faculdade de estar presente em diversos lugares no mesmo instante.). O que tem de novidade é o fenômeno da estocagem de grandes volumes de dados e a sua rápida transmissão, acelerando, em grau inédito na história, isto que se tem revelado uma das grandes características da modernidade – a mobilidade ou circulação das coisas no mundo.

Págs. 14

  • O espírito do tempo atual, em crescente hegenomia,  não é a mera presença maciça da técnica nos processos sociais, e sim a singular relação intensificadora das neotecnologias com o fluxo temporal.
  • A economia capitalista favorece uma catalaxia, ou seja, um ordenamento mercadológico do mundo. Um novo tipo de ideologia planetarista capaz de perpassar as instâncias econômicas, políticas, sociais e culturais.

Págs. 15

  • A negociação empresarial e o comércio por meios eletrônicos demandam a mudança de métodos, gestões e padrões  de qualificação profissional, ensejando uma nova cultura pública, fortemente comprometida com o espírito do tempo.
  • Objetos técnicos – novo indutor de nomadismo (modo de vida que não tem lugar próprio) e velocidade.
  • Campo da mídia – Telecomunicações por toda parte. Avança-se na direção da montagem de infra-estruturas para as infovias ou para os serviços de informação de alta velocidade. 
  • Tem-se chamado de comunicação a aceleração do processo circulatório dos produtos informacionais (culturais) que integra o plano sistêmico da estrutura de poder. Em jogo um novo tipo de exercício de poder sobre o individuo ( o “infocontrole” a “datavigilância”).


Págs. 16

  • Novo tipo de formalização da vida social: outra dimensão da realidade; do tempo real (comunicação instantânea, simultânea e global); do espaço virtual (criação por computador de ambientes artificiais e interativos).
  • Toda e qualquer sociedade constrói (por pactos semânticos ou semióticos), de maneira mais ostensiva ou mais secreta, regime auto-representativos ou de visibilidade pública de si mesma.


Págs. 17

  • Com as tecnologias do som da imagem (rádio, cinema, televisão) surge um novo modo de auto-representação social e, por certo, um novo regime de visibilidade pública. 
  • Tecnocultura – uma cultura da simulação ou do fluxo, que faz da “representação apresentativa” uma nova forma de Vida.
  • Paradigma analógico-digital – Técnicas: convergência digital; unificação de telefonia; radiodifusão, computação e imprensa escrita; econômicas: conglomerados poderosos; políticas: redesenho do controle político dos meios de comunicação, favorecendo o setor privado das comunicações.


Págs. 19

  • Miége, Bernard. O Espaço Público: Perpetuado, ampliado e fragmenta. In novos olhares, número3, 1º semestre de 1999, Eca/USP, p. 4-11  Miége distingue quatro modelos para imprensa escrita: 1) imprensa de opinião – caracterizada pela produção artesanal, tiragem reduzidas, estilo polêmico e manifestação de ideias; 2) imprensa comercial – organizada em bases industriais/mercantis, com prioridade para a publicidade e a difusão informativa (notícia), politicamente ligada a democracia parlamentar; 3) mídia de massa – produção definitivamente dependente de investimentos publicitários e técnicas de marketing, predomínio das tecnologias audiovisuais e grande valorização do espetáculo; 4) comunicação generalizada – a reboque do Estado, das grandes organizações comerciais e industriais, dos partidos políticos, a informação insinua-se nas clássicas estruturas socioculturais e permeia as relações intersubjetivas; trata-se aqui do que também se vem chamando de realidade virtual.



Págs. 20

  • Médium é o fluxo comunicacional, acoplado a um dispositivo técnico (à base de tinta e papel, espectro hertziano, cabo computação, etc.) e socialmente produzido pelo mercado capitalista, em que tal extensão que o código produtivo pode torna-se “ambiência” existencial. Assim, a internet, não o computador, é o médium. 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Pesquisa em comunicação de massa



Págs. 43
  • pressuposto: Os veículos  de comunicação poderiam ser usados para controlar e dirigir as massas
  • As pesquisas surgiram a partir de uma necessidade prática, principalmente de ordem política e econômica.
  • Primeiro teórico: Harold Lasswell - buscou analisar o impacto da propaganda no tempo de guerra e o papel da mídia na sociedade. Define comunicação a partir da amplitude do canal e pelo fato de atingir um público anônimo, heterogêneo e fisicamente disperso.
  • Objetivo: entender os efeitos dos meios de comunicação na sociedade de massa por meio de pesquisas quantitativas.
  • Áreas de estudos: 1) o estudo dos efeitos provocados pelos meios de comunicação de massa na sociedade; 2) o estudo dos efeitos da propaganda política; 3) o estudo da utilização comercial publicitária dos meios de comunicação. (ou seja, a persuasão; o controle social; o uso e gratificações nos processos de consumo dos meios de comunicação)
Págs. 44
  •  Lasswell - Cada elemento do público é pessoal e diretamente atingido pela mensagem, (individuo atomizado: isolado e afastado de sua cultura). Desenvolveu o modelo da "agulha hipodérmica", ou "teoria hipodérmica", partindo da ideia que a relação complexa que existe no organismo pode ser atravessada por um estímulo, que modifica a ação do individuo; o estímulo é o agente que - se utilizado corretamente - produz a resposta desejada; os efeitos da comunicação de massa são instantâneos e inevitáveis, pois a resposta do individuo é automática aos estímulos. 
Págs. 45
  • No inicio de influência da teoria hipodérmica os efeitos - consequências da ações de comunicação de massa nos receptores não foram estudados.
Págs. 46
  • Visão de que os meios de comunicação atuam como "mero instrumento" e podem ser utilizados tanto para o bem quanto para o mal.
  • A teoria hipodérmica encontrou apoio no behaviorismo de Watson, na psicologia das massas de Gustave LeBon e a teoria do russo Ivan Pavlov sobre condicionamento. 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Escola Americana Positivista



Págs. 41

  • Quatro nomes podem ser considerados "pais" ou fundadores das principais correntes de influência em pesquisa de comunicação: Paul Lazarsfeld, Kurt Lewin, Harold Lasswell e Carl Hovland.
Págs. 42
  • O percurso histórico da chamada Escola Americana foi dividido em três fases: 1) pesquisa  em comunicação de massa ( mass communication research) - centrada em pesquisas comerciais, buscando solucionar problemas práticos para os produtores dos veículos de comunicação e na análise de temas políticos e sociais da comunicação pública; 2) corrente funcionalista: preocupação mais ampla da comunicação dentro do processo social na qual está inserida; 3) estudo dos efeitos em longo prazo: preocupa-se com as consequências das práticas profissionais no conteúdo da informação  e com a influência dos meios de comunicação em longo prazo. 
O que eu entendi: Duas páginas de introdução 

domingo, 5 de julho de 2015

Paradigma Funcionalista Pragmático - Escola de Chicago




  • O livro se divide em sete paradigmas. O primeiro é o Funcionalista Pragmático, cuja base é o positivismo (Doutrina que procurava em suas investigações constatar os fatos, criar leis cientificas para explicar os mecanismos da sociedade e desenvolver formas para combater os movimentos que tentassem desestabilizar a ordem, seu fundador foi o filósofo Augusto Conte 1789-1857) (págs. 37)
  • O funcionalismo pragmático valoriza as pesquisas administrativas e empiristas, sobre a influencia dos Estados Unidos (Harold Lasswell; Paul Lazrsfeld; Joseph Klapper)
  • Traça um paralelo entre corpo social e corpo humano, ou seja, no corpo humano cada órgão tem uma função, assim é o corpo social. Tenta entender a sociedade a partir de suas trocas ou relações sociais. (págs. 37)
  • Escola de Chicago (1910 a 1940): se sustenta em: Interacionismo simbólico;  métodos qualitativos; pesquisa de campo; microssociologia; metodologia etnográfica.
  • Foi a primeira a desenvolver reflexão teórica sobre comunicação e sua interferência  na sociedade;
  • Parte da premissa de que a sociedade representa uma comunidade de ação e comunicação, sem a qual o desenvolvimento da vida humana e da vida social não seria possível e que as pessoas se relacionam através de símbolos, os símbolos estruturam o processo de comunicação, logo a pesquisa em comunicação deverá observar os processos de comunicação, o processo de troca de informação e a própria estrutura simbólica sobre a qual se apoia a sociedade. Págs. 37
  • o foco são os estudos de grupos sociais, estudos das interações sociais com base na micro-sociologia e na análise das manifestações subjetivas do individuo e das atividades do dia a dia.
  • A Escola de Chicago é também uma concepção do individuo como  um  ser capaz  de experiências singulares, ainda que submetido a forças que buscam impor padrões de comportamentos nivelados. Dentro dessa visão,  a mídia é entendida de forma dual:  é ao mesmo tempo, fator de emancipação e aprofundamento das experiências  individuais e precipitador das superficialidades dos contatos sociais e da desintegração dos grupos sociais (págs. 41) 
O que eu entendi:

  Que o Paradigma Funcionalista Pragmático não se ocupa com idealizações nem abstrações acerca da sociedade e dos processos de comunicação. 
   Que o objetivo dos pesquisadores da Escola de Chicago é verificar na prática como a sociedade e a comunicação funcionam, a partir de observações circunstanciadas, sem perder de vista que o símbolo, que é uma abstração, faz parte das interações sociais e a constituí. 
 





sábado, 4 de julho de 2015

Como estudar teoria da comunicação?



Ando com muita dificuldade em estudar e fazer ginástica, por isso, resolvi me comprometer a todos os dias postar minhas leituras de: "para entender as Teorias da Comunicação", que é um dos livros obrigatórios para concorrer ao mestrado em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás. Outro compromisso é realizar 25 minutos de ginástica todos os dias. Começando de hoje, sábado, 4 de julho, de 2015.

Livro: 
Apresentação Págs. 7 a 36  e da 9 até 22

Parece estranho, mas é verdade a sequência numérica das páginas é confusa.
  • As autoras iniciam afirmando que a obra pretende ser  um breve panorama simplificado, de caráter introdutório e com verbetes explicativos das principais correntes e tendências do campo das chamadas Teorias da Comunicação. 
  • Desenvolve a ideia de que a definição de comunicação é complexa, pois possui um caráter  multidisciplinar; Págs. 7 a 8
  • Concede duas definição para estudos sobre comunicação - 1) estudo sistemático de todos os meios, formas de informação ou comunicação socialmente desenvolvidas; 2) estudo científico dos elementos que integram o processo comunicativo e análise dos fenômenos relacionados ou ocasionados pela transmissão de informação. Págs. 23 da primeira sequência.
  • Três são a visão da sociedade acerca da comunicação: 1) integra a sociedade; 2) função social; 3) controle de massas; 
  • Inicio dos estudos em comunicação: No regime capitalista moderno; com a invenção dos sistemas técnicos básicos de reprodução  para a difusão da comunicação e o livre comércio fizeram surgir a primeira ideia acerca da comunicação como elemento que integra as sociedades humanas. 
  • Ciência da comunicação -  tem como objeto os processos comunicativos no interior da cultura de massa; estuda os fenômenos da comunicação humana, associados à produção, estocagem e difusão da informação. É uma ciência pluridisciplinar, contraditória e multifacetada. 
  • O livro irá agrupar as escolas, tendências e vertentes a partir de sete paradigmas: paradigma seria uma forma específica que uma determinada sociedade usa para organizar e interpretar a realidade. 
  • Há vários conceitos para comunicação como: etimológico, biológico, pedagógico, histórico, psicológico, sociológico, estrutural, mas uma coisa é fundamental: comunicação é bilateral o que a difere de informação que unilateral. 
  • Tipos de comunicação: interpessoal, grupal, intragrupal, massa.
  • Práticas da comunicação: jornalistica, publicitária, relações públicas.


O que eu entendi:

     A dificuldade de compreender o termo "comunicação" ocorre por que seu estudo é recente e sua constituição é multidisciplinar,  o que acaba por tornar seu objeto difuso. 
   Cada teoria acerca da comunicação tem uma epistemologia própria, influenciada pelas muitas ciências já consolidadas, entre elas, a antropologia, a sociologia e a filosofia, cada uma a sua maneira, voltam seus olhos para a comunicação.
   O grande desafio do campo comunicacional seria, como já dizia Nietzsche:  "torna-te quem tu és.

                                     By Elizabeth Venâncio

           

        
  






quarta-feira, 1 de julho de 2015

Hoje, escolhi ficar quieta!


Hoje, escolhi ficar quieta!
Não disse palavra.
Não vi televisão.
Não escutei música.
Não fui trabalhar.


Hoje, decidi ficar bem quietinha,
num dia normal de quarta-feira,
mesmo sabendo que lá fora o mundo se agita, fazendo alguma coisa
Eu não fiz nada


Meu corpo ficou quieto.
Minha cabeça não teve pensamento.
Hoje escolhi ficar quieta, bem quietinha...

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