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Poema: Goiânia tem jardins!

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Goiânia tem jardins Onde habita flores, ENCANTADORAS, somente para mim Goiânia tem jardins Que fazem nos meus olhos um motim Os olhos que safadamente sorriem multicoloridos... Goiânia tem jardins
Você já viu?

Autora: Elizabeth Venâncio

POEMA: Liberdade para o céu

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Queria falar de respeito, mas o céu estava azul como nunca havia visto
Meus pensamentos se perderam - Será um novo céu? Não acredito no novo, se fosse novo deveria ter outro nome O nome das coisas são prisões! O nome das coisas são gaiolas! O nome das coisas são jaulas! Microfísica da estabilidade, enquanto o caos governa. Queria saber como funciona as palavras, as relações que se formam A produção de sentidos do que parece sempre sem sentido O céu mesmo diferente continua lá Pois, as coisas do mundo estão contidas nas palavras, não são nem coisas, nem palavras Insustentável confusão, por certo os sentimentos estão, também, confusos O que a razão não explica é esse azul do céu
O que as palavras não fazem é libertá-lo Liberdade para o céu!! clamam insinceras as palavras.
Autora: Elizabeth Venâncio

MARILENE - Uma amiga valente

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(Foto - Elizabeth Venâncio, 2016 )
Marilene, nunca me sinto mais presenteada do que tê-la como amiga
Agradeço a Deus por ser essa pessoa tão boa e generosa
Quero que compreenda a alegria que sinto por tudo que você me oferta Recebo com boa vontade a sua amizade
Saiba que eu te desejo um mundo de coisas boas
Que todo o sofrimento fique esquecido em um canto qualquer do passado E os dias amanheçam iluminados por aqueles que a amam e reconhecem sua valentia

Pode-se dizer tudo a um amigo, sem que ele se lembre de nada

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(foto Elizabeth Venâncio 2017)
Amigo é um bicho interessante, não nos deixa sem sorrir Pode-se dizer tudo a um amigo, sem que ele se lembre de nada Amigo  só nos dá esperança Nos momentos de amizade despreocupados, deseja-se muito bem a um amigo

O que está muito perto, quase sempre não reluz

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(Foto Brenno Sarques, Museu Cora Coralina, Goiás Velho-GO 2017)
Os olhos se voltam para o distante
Impactante
O que está muito perto, quase sempre não reluz
Os pensamentos são para a lua, envolvente
desconcertante
Assim, o homem a procura
No desejo imponderável pelo novo
No afeto ao longínquo
Sem saber que nele ela já habita

Poema: Para me distrair da morte

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(Foto: Elizabeth Venâncio, cidade de Goiás Velho-GO, 2017, representação da poetisa Cora Coralina observando a vida que passa.)

Para me distrair da morte estudo, tal qual o meu poeta mais amado, Augusto dos Anjos, que versos comoventes, que beleza sem igual
Para me distrair na vida busco ser imortal, realizar um grande feito, ser lembrada por meus pares, não na diferença, mas no igual
Para me distrair do sofrimento desejo que cessem as dicotomias, o dualismo direita/esquerda, mal/bom, homem/mulher, doce/amargo... restando o igual
Para me distrair da incomunicabilidade com o igual, reflito e revejo meu desejo de cessar o diferente, o desigual
Para me distrair de minha intolerância, abro-me para algo ainda mais intolerante, o outro com a diferença que não habita em mim, nem em seu igual
Apenas, para me distrair...

Deserto do Atacama, Chile

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Sofia estava sentada em uma pedra, no deserto do Atacama, no chile.   Seus olhos pairavam acima da imensidão de calor e cores, quando veio até ela uma estranha criação e questionou: - Quando o ser humano se torna consciente de seu próprio pensamento encontrou a liberdade? - Não sei. Respondeu Sofia. - Não te preocupas a prisão de sua ignorância? - Não, se posso contemplar tamanha beleza. (silêncio)

Autora: Elizabeth Venâncio Foto: José Antonio Fornés