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Mostrando postagens de 2018

Dúvidas quanto a comprar uma máquina de lavar louças?

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Louça suja é como praga que se multiplica ao infinito. Eu nunca gostei de lavá-las. Mas, não tinha jeito, nasci mulher em um pais patriarcal. Desse modo, não adiantava muito argumentar que, em casa todos sujam as louças e consequentemente todos deveriam ser responsáveis por limpa-las.          Sempre tive dúvidas quanto a comprar uma máquina de lavar louças, algumas amigas diziam ser bom, todavia nem tanto assim, porque tinham que limpar os pratos antes de colocar, outras que não cabiam panelas e assim elas iam me deixando na eterna indecisão, compra ou não compra.              Comprei. De tão feliz resolvi escrever para dizer que ela faz o que minha filha e meu marido brigavam para não fazer. Ela me ajuda de uma forma maravilhosa, as louças ficam limpinhas, eu ganho tempo para fazer outras coisas. Realmente, panelas grandes não cabem, mas são tão poucas que não faz muita diferença.                Hoje, olhando para Fifi, é o nome da minha lava louças. Minha filha quis que fosse Filome…

Onde está a perfeição?

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Só quando me sinto completa Percebo a perfeição Só Quando me sinto integrada Não distingo separação Sou ao mesmo tempo que todos também são incorporada ao ser-absoluto Relembro a percepção de que o ser simplesmente é A beleza incansável do nascer do sol O verde das folhas pelo caminho O adorável vento a acariciar a pele E por fim, o cafuné dos que amo Nisso se encontra a perfeição

O que me incomoda atualmente é a escritora Hannah Arendt, no seu livro Eichmann em Jerusalém

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Hoje, somente a idade me autoriza a reconhecer publicamente minhas falhas. A primeira, sou orgulhosa, do tipo que não gosta de depender de ninguém, que adora tomar decisões sem ter de comunica-las, muito menos justificar. Deve ser por isso que meus joelhos as vezes doem. Não sabia? Li uma vez numa revista especializada em futilidades, que os joelhos dos orgulhosos doem porque não querem se dobrar. Outra falha minha é me incomodar diante de determinadas coisas ao ponto de aquilo não sair da minha cabeça. Fica martelando “não pode ser assim”, “não pode ser assim”. Diante disto escrevo, na esperança que alguém me auxilie no entendimento, porque apesar de orgulhosa, sempre admiti que preciso da visão do outro para checar se a minha visão corresponde à realidade. O que me incomoda atualmente é a escritora Hannah Arendt, no seu livro Eichmann em Jerusalém, trata-se do relato do maior julgamento de um carrasco nazista depois do tribunal de Nuremberg. Na obra ela escreve em determinado moment…

Comunicar não é fácil, quase sempre ouvimos mal, dizemos uma coisa e nosso interlocutor entende outra

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Sinto-me inadequada em muitos ambientes, principalmente naqueles em que as pessoas não pronunciam palavras. Neste momento, parece que preciso falar, que o silêncio em uma roda de pessoas, para mim, significa falta de interesse de um para com o outro, o que me incomoda profundamente. Fico pensando: como transpor a barreira da indiferença? Será que é indiferença? O que mantém pessoas fisicamente juntas, mas emocionalmente separadas? Fiquei impressionada com minha percepção do papel crucial da linguagem e do uso das palavras como fatores que afetam nossa capacidade de nos mantermos ligados uns aos outros. Não dizer palavras é deixar de compartilhar, mesmo que não raro as palavras induzem à magoa e à dor, mas enquanto houver palavras existe uma possibilidade de entendimento, quando tudo for silêncio só restará... Preocupo-me em melhorar minhas relações comunicacionais. Assim, estudo a obra Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profi…

POEMA: Cora Coralina

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(Parque Areião - Goiânia-GO)


Um passo Dois passos Sempre diante do surpreendente
Um olhar Duas piscadelas Sucessivamente frente à frente com o belo
Um sonho Dois desejos Continuamente vivos
Uma rua Dois poemas de Cora Coralina Ininterruptamente valorosos.

Autora Elizabeth Venâncio


Nota: Cora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Publicou seu primeiro livro quando tinha 75 anos.

Alegra-te Maria, o Senhor é contigo

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E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.
Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.

Lucas 1:26-30

Que um dia todos nós tenhamos graça diante de Deus.

Elizabeth Venâncio

Gradientes emocionais na comunicação cidadã: análise das transições simbólicas na prática social da intolerância religiosa

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Resumo: Esta pesquisa tem por objeto central verificar, no processo de comunicação, os elementos presentes nas interações dialógicas realizadas pelos usuários de internet, que produziram sentidos quanto à prática social da intolerância religiosa. O fenômeno foi estudado nas repercussões midiáticas da ação judicial impetrada pela Associação Nacional de Mídia Afro, que levou ao conhecimento da justiça a existência de 14 vídeos disponíveis no YouTube, contendo cenas da Igreja Universal do Reino de Deus, observadas como disseminadoras de conteúdos preconceituosos e agressivos em relação às religiões candomblé (afro-brasileira) e umbanda (brasileira). Consideramos o exercício da teoria denominada discurso de ódio, como um perigo para a convivência social, bem como a necessidade levantada por Theodor Adorno de que precisamos revelar os mecanismos que permitiram ao longo da história humana a pratica social da intolerância. Assim, realizamos um percurso investigativo-analítico que…

Como lidar com a morte de forma menos dolorosa?

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Não é segredo para ninguém que todos vamos morrer, porque tudo que é vivo, um dia morre. Entretanto, não pensamos acerca disto, apenas seguimos a vida, sem imaginar de onde virá o ar para a nossa próxima respiração. Porém, um dia a notícia de que alguém que amamos adoeceu gravemente e temos que acompanhar seu fim iminente. Surge aquele aperto no peito que nos acorda a noite, o pensamento recorrente (Será agora?), as suplicas ao sagrado, uma vontade de sair correndo. Então, como lidar com a morte de forma menos dolorosa:  . Não negue os seus sentimentos, mesmo sendo a raiva, a impotência, o medo, a frustração, a angústia etc., todas as emoções que fazem parte do processo de perda precisam ser vivificadas;Não fuja da pessoa doente, como se o fato de se manter afastado o livrasse da dor, isto não é verdade, além da dor o sentimento de culpa é ainda pior;Converse sobre outros assuntos, traga o calor da vida e a beleza para junto daqueles que você ama, afinal cada instante é precioso;O mund…

Como lidar com situações de conflitos no local de trabalho

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O dia amanheceu lindo, céu azul, vento morno, passarinhos cantando e de repente uma briga feia no escritório. Como lidar com situações de conflitos? Não é nada fácil, porque na maioria das vezes o acontecimento todo é tão inesperado. Somos pegos de surpresa, mas a pior atitude é tentar se livrar rapidamente do problema, porque isto só irá irritar ainda mais os ânimos das pessoas envolvidas, então respire fundo e: 1.Ouça mais do que fale; 2.Observe e tente perceber quais as emoções estão envolvidas (raiva, angústia, indignação, ódio, rancor etc.); 3.Diga de forma sincera: será que eu entendi, você realmente está dizendo que... descreva em palavras toda a situação e aguarde para ver se você compreendeu; 4.Não se coloque na defensiva; 5.Não procure culpados, toda tentativa de encontrar culpados gera mais atritos; 6.Se houver violência de qualquer tipo, diga, assim eu não converso, vire as costas e vá embora; 7.Concentre-se em entender o que está acontecendo, porque quase sempre é um grand…

Uma oração para alguém que amamos

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Senhor! Tudo que há, somente em ti floresce Por favor, faça florescer o bem-estar dos que precisam
Senhor! tudo que há pode ser restaurado Por favor, restaura senhor a saúde daqueles que sofrem
Senhor! Como a luz brilha no campo ao amanhecer Por favor, que arco-íris possam inundar a escuridão
Senhor! Como o fogo aquece e transforma Por favor, decompõe a dor e amplifica  a fé

Poema: onde está Deus?

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Tenho uma amiga que se chama Ana. Ela procura Deus, em várias igrejas em muitos lugares Tenho uma amiga que se chama Ana. Ela se preocupa com os seus, em agradar os entes mesmo os ateus Tenho uma amiga que se chama Ana. Ela envelheceu além do corpo, em pequenas rugas de museus em grandes dores vividas em coliseus Tenho uma amiga que se chama Ana. Ela não se amedronta diante de Mateus, mas se cala para plebeus e semi-deuses porque no fundo ela está quase encontrando Deus em pequenos momentos em grandes sorrisos


Elizabeth Venâncio Autora

Crônica: pedido para gostar de alguém

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Tenho um amigo chamado Doni, um dia ele me mandou um pedido no Facebook para gostar de V, fiquei quieta olhando para aquela súplica. Se fosse para eu gostar de uma flor, seria assim, olharia para ela e de forma completamente plena amaria ou detestaria, sem preocupação, sem que fosse preciso dizer palavras. Que fardo enorme o meu amigo me presenteou. Vou então procurar na internet quem era o V, conhecê-lo para depois decidir se era possível gostar dele, mas tudo que estava ali não foi escrito por um amigo meu, não tinham referências, não me causou confiança. Isto me fez refletir: Então, não é possível gostar por gostar de um ser humano? Triste quando o gostar depende de algo, é condicionado. Mas, que posso fazer se para me afeiçoar a alguém eu preciso que antes suas ações falem por ele, como se as pessoas fossem aquilo que elas construíram ao longo da vida, uma trajetória...sinto muito meu amigo Doni, mas faltou você me contar a história de V, dizer de forma mansa e sincera quem era a…

SUPORTAR O OUTRO, ATÉ QUE PONTO?

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O convívio com o outro na internet permite debates que podem ser positivos ou negativos, a partir de ideias comuns e/ou conhecimento de culturas diferentes, mas muitas experiências tornam-se negativas por conta de discursos de ódio, que contribuem para a prática da intolerância. Será possível impedir que as diferenças étnicas, religiosas, linguísticas, culturais etc., que existem nas sociedades democráticas, despedaçadas pela diversidade, não caminhem no sentido da oposição, da negação recíproca e, em algumas vezes, da luta até a morte? Esse é um dilema social difícil, por exemplo, quanto ao fato de se pensar em restringir as liberdades básicas de expressão e de comunicação. Afinal, pode-se permitir que se diga qualquer coisa em qualquer lugar? Pode-se ofender e ser racista ou neonazista sem que o outro se pergunte: devo tolerar este intolerante? Diante disso, torna-se premente provocar uma reflexão acerca de até onde uma prática social é tolerável, ou, inversamente, a partir de qual li…

Entrevista com o pesquisador de primeira linha Dr. José Luiz Braga: Dispositivos interacionais; redes sociais; gradientes comunicacionais

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Prof. Dr. José Luiz Braga, professor titular e pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos (RS) e autor de muitos livros do campo da comunicação.

Entrevista com Muniz Sodré no II Seminário Internacional de Pesquisas em Midiatização e Processos Socias

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Muniz Sodré de Araújo Cabral É um pesquisador brasileiro e latino-americano no campo dacomunicação e do jornalismo. Dirigiu a TV Educativa. Publicou quase uma centena de livros e artigos, na área da comunicação (jornalismo em especial), mas também livros de ficção e um romance (O bicho que chegou a feira). Algumas obras tornaram-no mais conhecido, como Monopólio da Fala (sobre o discurso da televisão) e Comunicação do Grotesco (sobre programas de TV que exploram escândalos e aberrações). Um dos poucos teóricos brasileiros na área de comunicação que têm circulação e respeitabilidade no exterior, sendo professor e palestrante de diversas instituições em países como Suécia, França, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Colombia, Bolivia, Uruguai, Peru dentre outros. Nesta entrevista ele fala acerca de comunicação, afeto e razão e ao final faz uma análise da conjuntura midiática  do Brasil.

II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PESQUISA E MIDIATIZAÇÃO E PROCESSOS SOCIAIS

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Entrevista com o professor Antonio Fausto Neto Doutor em Comunicação, com Pós-Doutorado em Comunicação.
Áreas de interesse: Jornalismo, Discurso, Noticiabilidade, Estratégias Midiáticas, Midiatização. Linha de Pesquisa: Inteligência Artificial . Entrevistadora: Elizabeth Venâncio

E a vida segue

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Eu vou contar uma história. Antônio Fernandes de Oliveira era pai de muito filhos, entre eles,  Maria de Jesus Oliveira Venâncio, Helena Fernandes de Oliveira e  Maria do Espirito Santo, três mulheres guerreiras. A vida nunca foi fácil, mas nela Antônio foi professor Enquanto seus filhos laboravam a terra ele esculpia letras Desenhava sonhos Contava histórias Discutia política
E a vida seguia... E a vida segue...

FELIZ ANIVERSÁRIO MARIA JULIA!!

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Maria Julia, antes de nascer, já era muito desejada
Seu pequeno irmão conheceu uma linda menina, no colégio, cujo nome era Maria Julia.
Em casa, pediu: mamãe eu quero uma irmã e o nome dela será Maria Julia.
Nesta vida desejamos coisas,
muitas delas nos fazem felizes!
Autora: Elizabeth Venâncio

O SER HUMANO É UM RECEPTÁCULO

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Segundo Heráclito (c.535-475 a.C.) tudo é fluxo, mudança, movimento e proclamou:
Não vejo nada além do vir-a-ser. Não vos deixeis enganar! É vossa curta vista, e não a essência das coisas, que vos faz acreditar ver terra firme em alguma parte no mar do vir-a-ser e do perecer. Usais nomes das coisas como se estas tivessem uma duração rígida: mas nem mesmo o rio em que entrais pela segunda vez é o mesmo que da primeira vez. (NIETZSCHE, 1983, § 5)
            O universo está em constante movimento, tudo se transmuda, nada permanece. Somos e não somos, e isso não é um problema para Heráclito, é apenas a nossa natureza.
Entretanto, o ser humano além de ser puro movimento é também um receptáculo, prova disso são as amizades de muitos anos, em que pode-se relembrar histórias conjuntas intactas, que não se perderam, que estão ali adormecidas...Obrigada minhas amigas por me fazer entender o valor da duração.
Elizabeth Venâncio Autora