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FAMILIA

Podemos criticar a organização de nossa sociedade, contudo quando pensamos na família toda critica cai por terra. Afinal um grupo que se harmoniza,  onde os pais ajudam os filhos até mesmo quando são quarentões  e os filhos, quase sempre, cuidam dos pais na velhice.

Torna-te quem tu és!!

Por diversas vezes ouvi "torna-te quem tu és".
Por outras "conhece-te a ti mesmo".
Estranhos pensamentos afligem o que a de meu.
Sinto calafrios na  incerteza do ser que habita em mim.
Medo de não me tornar nada, de não ter o que conhecer.
Então, não há nada o que se  fazer.
Se já "sou" não tenho que me tornar.
Um calor de  sastifação.
Para me conhecer basta o silêncio.
Um sorriso sem motivo.
Para me aceitar é necessário um mundo de argumentos.
Vou trabalhar nisso!!

Coisas

Nada possuía de meu há 18 anos antes do dia de hoje. Poucas roupas e um rádio. Ao longo dos anos foram se acumulado "coisas" a minha volta, casa, carro, movéis... e todas às vezes em que eu adquiria alguma "coisa", logo estava faltando outra "coisa" para complementar, como se as "coisas" possuíssem ímãs, um campo magnético atraindo tudo a sua volta e eu que sempre pensei que o importante é a essência me perdi... me perdi... me perdi... estou perdida nas "coisas" que adquiri.

cocô

Todos os dias da semana caminho nos mesmos passos, nas mesmas ruas, observo as mesmas arvores, mas faz um mês que algo mudou, alguém fez um cocô enorme bem na esquina da minha vida, causou-me espanto. Porém aquele monte diforme, de cor marron e cheiro acre passou a fazer parte do meu dia, entrou por minhas narinas e despertou em mim o interesse de saber por quanto tempo ele permaneceria. Os dias se passaram lentamente e sempre com novidades, primeiro a cor mudou, depois um pedaço foi arrancado dele, então de repente estava seco e no final de uma semana, não mais do que isto, desapareceu. Mas uma parte dele sobreviveu em mim, pois quando me aproximo da esquina e não estou apressada, meus olhos se voltam para o lugar de sua antiga existência e ainda posso senti-lo.

Pés

Tenho compaixão por pés femininos, que andam titubiantes em seus saltos enormes e calcanhares esfolados. Sinto dores antigas, onde a percepção da beleza subjulgava a alma. Em troca de um olhar admirado, um sorriso maroto, nenhum sofrimento foi negado. Hoje, vejo os mesmos olhos acompanhando o bailar dos quadris, mas como expectadora de uma cena alheia, posso dizer que o andar é mesmo engraçado.