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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

PEQUENO URSO

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Um urso muito pequeno e carinhoso caminhou até um rio enorme e ficou observando os peixes passarem por ele. Tudo o que conseguia ver era a imensidão das águas, a forma voluptuosa como o vento majorava as  ondas. O rio corria forte, intransponível, soberano, nunca igual, sempre novo, desafiando a vontade. No meio do rio, os peixes a zombar do pequeno urso, que sentiu seus olhos  ficar turvos e uma lágrima percorrer quieta  seu rosto. Ele experimentava sua impotência e a culpa por sua covardia. O rio era demais para o pequeno urso, então se sentou e esperou que seu corpo nada pedisse. - Que faz aí? Perguntou a gaivota - Observo os peixes. Respondeu o urso - É um artista? - Não, tenho fome. - Então, por que não se joga no rio? - Por medo de minha insignificância. Não vê a imensidão, com certeza morrerei. - De todo modo morrerá.  Você já tem um não, agora precisa correr atrás do seu sim. O urso pensou, refletiu e galopou para o rio.

A insustentável perfeição!

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Beatriz aos 40 anos diante da pergunta “Gostaria de voltar a ter 20 anos?” Que maravilha ter 20 anos relembrou Beatriz, onde todas as possibilidades estão latentes. O momento exato em que tudo é possível.  Fazer diferente, ser distinto e criticar. No corpo a vitalidade, no coração o desejo e na cabeça nenhuma razão!  “Não! não desejo ter 20 anos, pois gosto dos meus olhos agora, de perceber as coisas sem pressa, de acariciar as plantas, de ter tempo para cada episódio, sem que nada me pareça inútil. Gosto de saborear a vida em pequenos detalhes, de apreciar meu rosto no espelho e não ter vergonha do meu corpo. O tempo aos 20 anos parece infinito, mas aos 40  ele é o logos, a insustentável perfeição.”