domingo, 31 de julho de 2011

Algo além dos Livros: Concurso de Microcontos de Humor

Algo além dos Livros: Concurso de Microcontos de Humor: "Oi, pessoal! Até dia 14 de agosto, dá tempo de se inscrever no Concurso de Microcontos de Humor de Piracicaba. Mais informações: http:/..."

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Estou prestes a terminar o livro “O mundo de Sofia”, de Jostein Gaarder. Das 547 páginas, já devorei 430, com pequenas mordidinhas. Página a página, sem corre-corre, apenas querendo sentir o gostinho de um bom escritor. O tema é fascinante, pois nos insere no universo da filosofia, de forma lúdica e prazerosa.
Confesso que sempre amei filosofia! Gosto de ler, tal qual uma criança aprecia ouvir estórias, canções e tantos agrados que a vida nos dá.
Neste ponto em que estou, no livro, surgiu à pergunta – Qual o espírito do nosso tempo? Fiquei petrificada, pois por mais que eu pense a única coisa que me passa pela cabeça é que vivemos em um tempo de espera. Como se todos nós assistíssemos a um longo filme e encantados com a imagem permanecessem no mundo da fantasia. Longe das práticas revolucionárias, dos desejos de mudança, do frenesi pelo novo.
Gostaria que você me ajudasse a pensar? Qual o espírito do nosso tempo?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Negro buraco

Será?
Buraco negro, negro caco.
No centro da Via Láctea.
Será que já sabia?
Adentrar o medo.
Negro buraco, estilhaço.
Será que já sabia?
Alvitre do aniquilamento.
Mesclando a vida, sacudindo-a.
Será que já sabia?
Que aspiro ao sol.
Flamejando, resplandecente no meu horizonte.
Um além, negro.
Outro próximo, fulgor.
Bem e mal orbitando em mim.
Será que já sabia?
De tuas energias, brincando... Brincando de me confundir.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

PAUSA


Que bom ter uma pausa
pequena que seja para não pensar
curtir as férias
curtir os amigos
seguir curtindo  e em breve retornar
feliz.
Beijos a todos.

sábado, 9 de julho de 2011

IMPONDERÁVEL

Allingham comemora seus 113 anos
Uma noite, um velho de olhar vesgo, de mãos calejadas, sem dentes, com muitas dores, voltou seus olhos para o céu e não compreendeu tantas estrelas abastecendo o vazio. Não se espantou, pois sempre abarcou pouco. Nunca entendeu a barbárie, nem quem a pratica.
A pequenez humana.
A escravidão engrandecida.
Concorrendo e sustentando a estupidez.
Não compreendeu o inalterável.
Nem a cultura que o justifica.
Contradizendo a razão.
Nunca entendeu as pessoas, nem a loucura que as domina.
Esteve sempre só.
Olhava as crianças brincando ao longe.
Nunca foi uma delas.
Anoiteceu cedo.
Seu espírito vibrou em freqüência distinta.
Cheio de aflição pelo imponderável.
A dor da solidão.
Indo e vindo no imaginário dos sonhos.
E agora, desapareceu a linha da espantosa percepção.
O velho sorri.

domingo, 3 de julho de 2011


Vamos marchar!

Observo arrebatada.
A marcha das vadias.
Mulheres querendo falar!
Antes não podia...
Será?

Vamos marchar!
Observo absorta.
A marcha da maconha.
Pessoas querendo legalizar.
O ato de se drogar.
Antes não podia...
Será?

Vamos marchar!
Observo apaziguada.
A marcha para Jesus.
Cristãos invadindo ruas.
Querendo articular.
Antes não podia?
Será?