terça-feira, 26 de maio de 2015

O Tempo não tem saudades


O Tempo não é nada sem você
O Tempo não é nada sem mim
O Tempo é tão somente pedacinhos da gente
Eu e você
O Tempo não tem saudades
Nós que sentimos carência do Tempo
O Tempo não passa sozinho
Passa com a gente

(Elizabeth Venâncio)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Uma mão invisível


Na cozinha quando misturo a carne ao tempero fico confusa, atordoada, pensativa... Sou carne misturando carne.
O bife e eu, tão juntos.
Na rua me aconchego com as coisas, árvores, sol e principalmente o vento.
O vento e eu, tão juntos.
Tudo parece ser movimento, embaralhando o que é igual.

Uma mão invisível combinando temperos, cheiros, afagos e depois me fritando.  
                                            (Elizabeth Venâncio)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Por que não falar da Aula Magna do Professor José Luiz Braga


Comunicação, em pauta?
Definição obscura? Melhor raciocinar em partes.
Desvelar e desentranhar.
De onde?
Das estruturas sociais, consciente e inconsciente.
Impossível!
Por quê?
Comunicação é dialética, não ocorre no isolamento.
Comunicação só ocorre através de um meio, dependente.
Comunicação utiliza códigos, precisa de interpretação.
Comunicação é um dispositivo, produz uma rede de implicações que só ela é capaz.
Então?
Para descobrir o que é comunicação não podemos nos preocupar com o comportamento humano e social.
Então?
A investigação não deve recai em por que as pessoas se comunicam.
Nem, qual a finalidade da comunicação.
Nem, qual a utilidade da comunicação.
Então?

Se não se deve trabalhar com nada de empírico...

sábado, 16 de maio de 2015

Super partida de futebol da SRTE/GO DSCN1095

Chega de tantos larápios administrando este torrão


Que o governo se importe,
com ética, decência e corrupção, do resto cuida o cidadão.
Chega de tantos larápios administrando este torrão.
Não tinham nem condição de pregar um botão.
Logo, logo a palpitar sem entender da profissão!
Do alto da razão, do seu quinhão, cada um sabe atentar.

Quando o Brasil surgiu,
 aos olhos de Portugal,
havia  na terra, riqueza,  índio e vastidão.
Nasceu aqui, uma assombrosa degradação.
Açucar, ouro e escravidão, nada prá nossa nação.
Era tudo muito simples,
Pois, só havia opressão.

No passado nem no presente
O povo não tinha perdão
Mas essa vida de fadiga
Precisa ter solução.
                                                                                     (Elizabeth Venâncio)



quarta-feira, 13 de maio de 2015

abertura da 70ª Exposição Agropecuária do Estado de Goiás e da 30ª exposição Internacional de Animais.


           O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Goiás, Arquivaldo Bites, participou hoje (13/5) da abertura da 70ª Exposição Agropecuária do Estado de Goiás e da 30ª exposição Internacional de Animais. Promovida pela Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) ao longo dos anos a exposição tornou-se o alicerce do desenvolvimento agropecuário de Goiás.

            No evento um encontro histórico entre Jânio Darrot, prefeito de Trindade, o Superintendente do Trabalho Arquivaldo Bites (ao centro na  foto) e Maguito Vilela, prefeito de Aparecida de Goiânia.




           

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Lei de mercado, MPB não é pra dançar.

Aprendendo a ler devagarzinho.
Saboreando as palavras como favos de mel.
De repente do mel se conhece o fel
compelindo-me a cuspi-lo.

Nada me constrange a aceitar o pensamento de outrem
Por não entender fico abestalhada.
Não digo palavras.
Meu interlocutor julga que concordo.

É preciso ler 100 vezes a mesma página.
E então, sucumbir a  raiva, diante dos argumentos de Edgar Morin.
Cada blá blá blá
Basta! Que o entendimento habite nas entrelinhas.

Articulou Edgar: cultura de massa é cultura média,
produzidas por talentos médios,
para inteligências médias.
Ora, Edgar! Localizar algo que amime diferentes públicos,
Que medíocre é capaz.

Mercadoria cultural é a música de Anitta
Show das poderosas.
Vida social em padrões pós-modernos
Industrialização do espírito.
Lei de mercado, MPB não é pra dançar.



domingo, 10 de maio de 2015

O poder infinito da mídia de transformar o mundo.

              


                Muitas pessoas se dedicam a estudar os efeitos do rádio, da televisão e da internet na vida cotidiana dos seres humanos. Dessa busca por conhecimento, aparecem dois grupos expressivos: um que acredita que a essência da mídia, com seus conteúdos, são eminentemente transformadores dos indivíduos. Outro que defende a ideia de que as pessoas estão inseridas em um contexto social, com valores, mitos, imagens e símbolos. A mídia é apenas mais um elemento de influência.
                O primeiro grupo possui a ideia de que, apenas como exemplo, as novelas da rede Globo querem destruir a família brasileira.  O argumento é forte e existem até campanhas em rede social, na internet, para que as pessoas não assistam os conteúdos, pois promovem o homossexualismo, a prostituição, a promiscuidade, a violência e muitos outros valores denominados malditos. Bom ressaltar, que a ideia aqui é de que o conteúdo da televisão tem o poder de transformar uma pessoa heterossexual em uma pessoa homossexual. O poder infinito da mídia de transformar o mundo.
                Por outro lado, o segundo grupo acredita que, para pensar acerca de um tema, as pessoas buscam no mundo elementos que materializem seus pensamentos e, neste momento, estas pessoas participam de ocasiões sociais, na escola, na igreja, na família, no futebol, somando suas influências. Assim, suas condutas não são moldadas apenas por meio da televisão, mas por todos os contextos vividos. Seus valores são construídos com a união de todos os fragmentos apreendidos.
                Temos dois caminhos abalizados, contudo nota-se que, um complementa o outro, uma vez que é notório que o contato com ideias, imagens e símbolos desenvolve uma mudança de perspectiva no individuo, por outro lado esta mutação não é extrema, ela se modifica diante das experiências que o individuo já tem ou vai adquirido ao longo de sua existência.

                Aqui, é sempre salutar observar que a postura que envolve a discussão de um tema, seja por qual grupo for, não deve acontecer de forma agressiva. O debate a respeito da homossexualidade ocupou durante séculos um recinto chamado “tabu”, então não se pode querer fugir da polêmica ao se definir um novo perfil de relações social com a homossexualidade.  Saber que há nas coisas um tempo é considerar que elas se modificam na medida em que os argumentos são validos. 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Ferramenta “ALÔ TRABALHO” moderniza os serviços da SRTE/GO

           A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás (SRTE/GO) conta com mais uma ferramenta de ligação entre o cidadão e a instituição. Trata-se da Central de Atendimento do MTE, Alô Trabalho, que tem como objetivo expandir a capacidade de atendimento do órgão funcionando como um moderno canal de comunicação eletrônico e humano, direto, entre o MTE e o cidadão, em âmbito nacional.
            Segundo Arquivaldo Bites, Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Goiás,  a Central irá modernizar os serviços da SRTE/GO e facilitar a vida dos trabalhadores e empregadores. “Garantia de mais comodidade e economia na busca de informações sobre os serviços prestados”, ressaltou.
            Agora, os trabalhadores e empregadores podem de qualquer lugar do país, obter informações sobre Seguro-Desemprego, Abono Salarial, Carteira de Trabalho, legislações trabalhistas e etc., sem os custos de locomoção até uma unidade da rede de atendimento.
            A Central Alô Trabalho será acessada pelo número 158 e a chamada poderá ser feita, de forma gratuita, de qualquer telefone fixo público ou privado. Há também a possibilidade de acesso via telefonia móvel. Nesse caso, no entanto, os custos são por conta do usuário.
            O atendimento eletrônico será feito por meio de informações pré-gravadas onde o usuário, utilizando-se de menus (árvore de voz), escolherá a opção desejada. Esse atendimento funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana. Caso o usuário não encontre sua informação no atendimento eletrônico, terá a opção de falar com um atendente. O atendimento humano funcionará de segunda a sexta-feira no horário entre 7h e 19h.
            A Central prestará informações sobre os serviços e programas do MTE, como por exemplo: legislação trabalhista, declaração Caged, RAIS, Seguro-desemprego, Abono Salarial, Carteira de Trabalho e etc. A expectativa é que sejam atendidos em Goiás, em média, 700 usuários/dia no atendimento telefônico/humano, totalizando uma média de 8.400 usuários/mês.

            Com a ferramenta o usuário terá mais conforto quando da solicitação e agilidade na obtenção da informação e ainda economizará tempo e dinheiro uma vez que não terá que enfrentar deslocamentos desnecessários nem filas ao buscar dados a respeito dos programas e serviços oferecidos pelo órgão.

Elizabeth Venâncio - Jornalista
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Hoje, peguei minha coragem e esperei



Hoje, quero falar de araras. Das minhas araras.
Que sobrevoam minha vida de Ipê amarelo.
perdidas em meio ao concreto. 
Eu na terra.
Elas no céu.

Hoje, peguei minha coragem e esperei.
Ansiei.
Acreditei.
Até vê-las.

Hoje, elas vieram juntas.
Ficaram quietinhas e faceiras.
Quisera ter na mão um instrumento
bom de captar tanta piedade.

Hoje, estive no céu.
Apenas com um celular.
Furtei um minuto de formosura.
Que ofereço a ti. 



sábado, 2 de maio de 2015

Já temos um pacto social, só esquecemos...


 
O mundo é como um grande bolo de aniversário.
Apetitoso,
colorido,
vibrante.

Já temos um pacto social, só esquecemos...
Que se todos pegassem uma pequena parcela,
suficiente para si, sobraria bolo para o dia seguinte.

Insustentável tal ideia.
Por que o outro não sou eu. Foda-se.
Já temos um pacto social, só esquecemos...
Que abissais bocados são retirados,
logo muitos ficam sem necas.
  
Já temos um pacto social, só esquecemos...
De quem é o bolo?
Onde está o aniversariante?
Quem são os convidados?

Bolo de todos é bolo de ninguém.
Princípio da corrupção.
A ganância explica o exclusivismo.
A ignorância o aperfeiçoa.

Transmudada em consentimento,
Deixe que comam o bolo inteiro, enquanto roncam outras barrigas.
Já temos um pacto social, só esquecemos...

Que é apenas um pacto. 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Dia Mundial do Trabalho: convivência familiar um direito do trabalhador



O Dia Mundial do Trabalho é uma data não apenas de confraternizações, com prêmios, músicas e alegria, tampouco apenas de conversas sobre justiças e injustiças nas relações laborais. Deve ser um dia para recordar o luto dos que ofereceram suas vidas por mais dignidade humana. Seguramente, os milhares de trabalhadores que participaram da greve geral em Chicago, no ano de 1886, não sabiam que sua manifestação de protesto contra condições de trabalho desumanas e jornada excessiva culminaria em prisões e até mesmo na morte de alguns deles. Não somente eles sofreram, mas tantos outros trabalhadores anônimos também perderam e continuam a perder a vida no trabalho.
Uma questão muito preocupante é a da jornada em que o empregado trabalha 12 horas e descansa 36 horas (12x36), pois apesar de haver previsão legal, tal jornada prejudica o trabalhador na medida em que sua remuneração é tão baixa que o obriga a ter mais de um emprego. Outro problema é que, na quase totalidade dos casos em que as empresas com jornada 12x36 foram fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho constatou-se in loco que o período de descanso devido ao empregado não era respeitado.
É notório que os trabalhadores têm mais de um emprego. Isso se verifica também em todas as categorias que trabalham nesse tipo de jornada. Muitas vezes emendam 24 horas de trabalho consecutivas. Existem casos ainda mais graves, como os de hospitais que extrapolam a jornada de trabalho com horas extras que chegam a 16 horas ininterruptas de trabalho. Vale lembrar que trabalho prorrogado em atividade insalubre é mais nocivo ao empregado, atentando contra sua saúde, diminuindo sua atenção e podendo favorecer acidentes de trabalho, basta observar o Anuário da Previdência Social que mostra que em Goiás foram 17.158 acidentes de trabalho no ano de 2013.
É preciso avançar rumo a um trabalho bem remunerado e com condições humanas. Para isso, é imprescindível a consciência de que a prática da jornada 12x36, com uma remuneração que inviabiliza uma vida decente, somente gera um excesso de mão de obra, com consequente desvalorização salarial, prendendo os empregados num ciclo vicioso onde se procura mais horas de trabalho, a fim de se manter uma renda que permita a sobrevivência da família.
Mas ele perde o bem mais precioso que é a convivência familiar, o lazer e a saúde. Compreender que o mais importante nas relações de trabalho é o trabalhador implica em mudança de valores. Aqui, não se observa o mero cumprimento da lei, mas a ideia de que o mundo do trabalho pode ser melhor, pois a convivência em família é um direito do trabalhador, ou seja, essencialmente humano.

Texto de Arquivaldo Bites - superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Goiás