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Mostrando postagens de Novembro, 2017

Já sentiu isso?

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Já falei que tenho consciência Percepção e sensação Porém, do mundo que me cerca sei tão pouco Sei que comunicação ocorre só quando há emoção Então, quero na vida desembaraçar E também a história desfragmentar Para transformar o meu ser em pura relação
Já contei que observo minhas mãos dedilhando o teclado Que mãos são essas? Parecem insustentáveis Dedos em pequenas ações de pudor Sinto medo de que minhas mãos saiam dançando Sou então, com elas, plenamente galanteador
Já notou que não desejo viver apenas entre coisas Pois, são de tanta imperfeição Quero viver entre ditos-cujos com imaginação Mesmo totalmente duvidosos Para imitar o bater das assas Entre nuvens multicoloridas Que se transformam em acanhadas margaridas
Já sentiu isso?
Elizabeth Venâncio

Bruxa é resistência feminina

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No dia 31 de outubro, minha amiga Luzia Carolina me pediu para escrever um texto acerca do dia das bruxas.  Fiquei pensando em como eu gosto de duas bruxinhas: Carol e Verinha. Porque possuem autonomia, coragem de dizer o que pensa e sobretudo uma energia que mais parece um aconchego, uma caricia de mãe. Eu aprecio escrever, então recebi o pedido de Carol como uma ordem. Entretanto, confesso que me sinto leviana ao retratar em poucas linhas um tema de extraordinária complexidade. Peço perdão aos especialistas, por não resistir e acabar por conceituar o que é uma bruxa. Bruxa é uma mulher que não se esconde atrás de nenhuma figura masculina, nem laços de família, nenhuma voz fala por ela. Bruxa é uma mulher que conhece de ervas e pode curar. Sabendo o valor da natureza ela a respeita. Bruxa é resistência feminina, um caminho de luta de muitas parteiras, benzedeiras e sonhadoras cansadas da dependência. Por isso, são sempre observadas sozinhas em uma casa na floresta. Bruxa não tem voz, mas…