Como posso acudir?

Se teus olhos não existem.
Quisera libertar-te da fria e escura caverna,
do negro casulo.
Quisera que um Deus ouvisse minhas súplicas,
e as de minha mãe também.
Quisera possuir magia,
para restaurar-te a alma.
Tu, cuja escravidão me oprime.
Teus olhos vendados.
Teus lábios a dizer mentiras.
O abandono dos teus dois filhos.
Quisera conhecer palavras...
Remédios...
Simpatias...
Que te devolvessem a vida,
os amigos,
a mulher,
o respeito dos que te amam.
Quisera que teu vício não fosse maior que o mundo.
O mesmo mundo que tu abandonaste.
Quisera, irmão, te ver sorrir novamente.
E em teu sorriso ver libertos todos os que te cercam.
Quisera não chorar.
Quisera não sangrar diante do presságio de teu corpo estendido, em um canto qualquer.
Quisera que teu amigo da droga te conhecesse.
Soubesse que um dia jogaste bola.
Foste o herói de tua filha
Quisera que não houvesse cocaína, maconha, crack...entre nós
Quisera...



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