Somente na finitude, os rios suspiram

 

Na rua corre um homem seminu.
Distração dos sentidos.
O som da televisão confunde a poesia.
E a minha vontade, apequena-se, por fim, para que escrever?
Escrevo, pois é grande demais as cousas em mim!

No momento, a cor alaranjada entardece, o imponderável se exibe.
Somente na finitude, os rios suspiram.
A intensidade é tanta, lacrimeja a alma.
Sem saber que espinhos fere a tez!

Sorriu, agarro, apreendo, invado,
Nas ruas de Goiânia,
Cadê Paris? O Infinitésimo da diversidade cultural…

Ousadamente o mundo me espera.
E, transmudado me inspira.

Encho o peito de coragem e grito: Eu quero!

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