PERCEBO O INDISTINGUÍVEL


Corro sozinha, nenhum vocábulo, somente axiomas.
Revivo meus entes queridos, que não posso tocar.
Lembro coisas que fiz há anos e que ainda me sinto culpada.
Perdôo a mim mesma e corro.
Reflito acerca de tudo, noto as árvores.
Gosto mesmo de correr sozinha!
O tempo se torna infinito.
Arrazôo a teoria do caos.
Penso em mil formulações e conceitos, querendo definir o que sou.
Quem sou?
Gosto de correr sozinha, mas nunca estou só.
Convivo com os pisares desengonçados, elegantes, vacilantes... de tantos que não sou eu.
Sou diferente...
E mesmo diferente faço parte, como se fosse um fragmento da calçada, um pedaço do  céu.
Gosto de correr sozinha, por que percebo o indistinguível.

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Dica de leitura: MORAES, Ângela; SIGNATES, Luiz(ORG.) Cidadania comunicacional: teoria, epistemologia e pesquisa, Goiânia: Gráfica UFG, 2016.