Aprendendo a dizer não


Por muitas vezes, nós fazemos coisas, aborrecidos por dentro. Agimos  como se não houvesse alternativa.
Amanda, de 6 anos, ficou triste, porque sua mãe entregou-lhe um saco de balinha dizendo:
- Divida com seus colegas!
Ela o fez, contudo retornou com a carinha triste, tão própria dos condenados.
- O que foi? Perguntou a mãe.
- Não sobrou nenhuma balinha, eles pegaram tudo.
- Ora filha, você deveria ter separado as suas e depois dividido.
- A senhora disse que não era para eu desobedecer.
A mãe ficou pensativa. Realmente, ensinou sua filha a obedecer sem questionar, não só ela, mas qualquer adulto (autoridade). Mesmo que Amanda estivesse certa, deveria obedecer.
A mãe pensou que, Amanda acabaria por se torna uma adulta cúmplice das maiores perversidades sociais. Afinal foi treinada a obedecer a qualquer autoridade. Pensou na mulher que apanha calada, para não desobedecer ao marido (que lembra o pai repressor). O trabalhador que baixa a cabeça diante do patrão, que não lhe paga seus direitos. O assessor que calado observa, enquanto o político corrupto rouba e dilapida as riquezas do país. São tantos exemplos, contudo o que realmente importa é que, a mãe de Amanda percebeu a grande mazela de obedecer sem questionar.

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Dica de leitura: MORAES, Ângela; SIGNATES, Luiz(ORG.) Cidadania comunicacional: teoria, epistemologia e pesquisa, Goiânia: Gráfica UFG, 2016.