Tabu: homossexualidade





Estou incomodada desde o momento em que li o artigo Ensinar a pensar? da jornalista Rosângela Chaves, na quarta-feira, no jornal Opopular. Nele encontrei todos os elementos que estudamos no curso de Filosofia. Reconheci, de imediato, as palavras, os filósofos citados e a intenção do texto em dizer que existem outras perspectivas ao pensamento. É possível pensar diferente daquilo que encontramos no mundo que nos abraça.


A idéia contida no texto vem passando de geração a geração, entusiasmando a juventude a tentar pensar um conceito novo para a sociedade. O que não está visível é que é impossível pensar o novo se o antigo não nos incomoda.

Ora, hoje podemos dizer, em alto e bom som, que não discriminem os outros pela sua orientação sexual. Afinal, o amor também pode ocorrer entre gays e lésbicas. Quem poderia fazer está afirmação em 1880, no Brasil? Parece algo impensável para aquela época e perfeitamente natural para hoje. Podemos dizer que estamos criando um conceito diferente para a homossexualidade? Acredito que não. Estamos apenas legitimando a sua existência e retirando dela a condição de tabu.

Segundo Marilene Chauí, em seu livro Convite a filosofia, os tabus se referem a objetos e seres puros ou purificados para os deuses, ou a objetos e serem impuros, que devem permanecer afastados dos deuses e dos humanos. É assim que, em inúmeras culturas, a mulher menstruada é tabu (está impura) e, no judaísmo e no islamismo, a carne de porco é tabu (é impura).

Hoje, mudamos a perspectiva do olhar e quando temos a oportunidade de observar o passado, como retratado na novela Gabriela, nos sentimos envergonhados. Sou filósofa e estou envergonhada pela forma como as mulheres daquele período eram humilhadas e um dia acredito que todos nós sentiremos vergonha pela forma que tratamos os nossos homossexuais.

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Dica de leitura: MORAES, Ângela; SIGNATES, Luiz(ORG.) Cidadania comunicacional: teoria, epistemologia e pesquisa, Goiânia: Gráfica UFG, 2016.