O jovem Antônio, com os olhos turvos pela angústia, observa a panela de ferro, onde Godofredo, seu galo de estimação, jazia despedaçado, cercado por caroços de pequi. Seu pai, parado ao lado, disse: "Você precisa deixar essas coisas de criança, onde já se viu um homem desta idade andar por aí conversando com um galo" O filho retrucou: "Ele me ouvia, gostava de mim" O pai defendeu sua atitude: "Você agora tem que trabalhar na roça, como seus irmãos" Antônio gritou: "Quero estudar pai, ser médico. Não nasci pra ser árvore, sou passarinho" O pai pela primeira vez reconheceu o filho como uma pessoa que tem ideias, sentimentos, desejos, pensamentos...antes, era para ele, um moleque de cabeça oca. Abraçou Antônio e com uma voz rouca disse: "Sinto muito, por favor me perdoa, te amo e sou grato por você ser meu filho." Por um momento, ambos ficaram entrelaçados, dois corações unidos em silêncio, seres únicos, conectados por um fio invisíveis...
Precisamos tanto de nos ouvirmos!
ResponderExcluirBom dia, Elizabet
ResponderExcluirVenho agradecer a sua visita à minha «CASA» e as suas palavras tão gentis!, e conhecer seu espaço.
Gostei de seu blog, muito. Já o inscrevi nos meus Favoritos, e voltarei sempre que possível.
Gosto de seu poema. Tem qualquer coisa de profundo, que nos toca e nos faz pensar.
Que sua semana seja iluminada. Beijinhos
"Quero teus olhos nos meus!
ResponderExcluirTodas as palavras na boca!"
Muito simplesmente... quero...
Muito bonito, abraço e bom início de semana