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Cofiemos na conquista dos Africanos!!

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  Como brasileira, morando em um país cujas leis possuem um rol de direitos e garantias fundamentais, baseadas no chamado "Princípio da Dignidade Humana”, t enho acompanhado com preocupação, desde 10 de agosto, a greve nas minas de platina da companhia Lonmin, n a África do Sul. Mineiros reivindicam aumento salarial e condições de trabalho. Acreditamos que a humanidade já deveria ter superado situações como esta, em que trabalhadores chegam ao extremo de abrir mão da própria vida, para aprimorar as condições de trabalho e diminuir a desigualdade financeira de uma categoria profissional. Os mineiros são donos de uma história de enfrentamento racial, entre os negros e a minoria branca, que dominava o país e, economicamente, continuam dominando. Podemos observar r esquício desta cultura com a decisão de prender os mineiros grevistas, aplicando a doutrina do "propósito comum", que durante o “apartheid” foi utilizada para perseguir e deter sistematicamente aos cida...

Que parâmetros nos mantém vivos?

Durante muitos e muitos anos eu li. Livros, pessoas, ruas, calçadas... Mas nada se fez distinto. Claro, conciso, limpo.... Que parâmetros nos mantém vivos? Sobreviventes do caos. Durante muitos e muitos anos observei o mundo. Que nunca era o mesmo. Na multiplicidade ou na dualidade. Não consigo fazer a síntese. Bom ou ruim depende do ponto. Não depende de mim.

Tabu: homossexualidade

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Estou incomodada desde o momento em que li o artigo Ensinar a pensar? da jornalista Rosângela Chaves, na quarta-feira, no jornal Opopular. Nele encontrei todos os elementos que estudamos no curso de Filosofia. Reconheci, de imediato, as palavras, os filósofos citados e a intenção do texto em dizer que existem outras perspectivas ao pensamento. É possível pensar diferente daquilo que encontramos no mundo que nos abraça. A idéia contida no texto vem passando de geração a geração, entusiasmando a juventude a tentar pensar um conceito novo para a sociedade. O que não está visível é que é impossível pensar o novo se o antigo não nos incomoda. Ora, hoje podemos dizer, em alto e bom som, que não discriminem os outros pela sua orientação sexual. Afinal, o amor também pode ocorrer entre gays e lésbicas. Quem poderia fazer está afirmação em 1880, no Brasil? Parece algo impensável para aquela época e perfeitamente natural para hoje. Podemos dizer que estamos criando um conceito diferente...

FELIPE

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Felipe relembra o nascer do dia em Goiás. As crianças acordando para a aula de dona Tita-olho-roxo. Sete e meia o sino toca, todos correm fazendo fila para o hino nacional. Cada fila com dez crianças, os menores na frente, construindo uma estranha escada. Rosto levantado. Mão no peito e após o hino vem o pai nosso, cantado com voz de cotovia. De repente uma matraca se punha no meio do bando, no fim de tudo: – Bom dia Dona Tita! Gritava o coro. Quase sempre a resposta era um muxoxo, um ranger de dentes apertado, sofrido, como canção de retirante, parecendo mais um adeus ao filho que vai a guerra ou que morreu. Dona Tita-olho-roxo é o retrato do sofrimento. Padecia muito, era o que todos diziam. Havia uma aceitação social do fato. As crianças não entendiam muito bem por que ela sofria. Só se recordam das palavras dos pais – não contraria Dona Tita, coitada! Seja obediente para dona Tita, tadinha! E as frases se repetiam, sempre mudando os adjetivos, coitada, desgraçada, infeliz......

MOÇAS DE FAMÍLIA

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               Felipe observa a pequena cidade de Goiás, cercada de montanhas e construída em solo colonial. A cidade tem de encanto os casarios, cujos quintais terminam em córregos de água fresca.                 Antigamente nos salões passeavam os herdeiros da riqueza, sustentada pela exploração do ouro. Falando tanto o francês quanto o português. As igrejas construídas por escravos ostentam imagens barrocas pintadas a ouro, obra do escultor Veiga Valle.             Em outras épocas  o luxo dos livros e das sedas importadas convivia com a desesperança. Nas primeiras décadas do século XX, já não se construía mais do que uma casa por ano, e nas noites de luar, o lirismo das serenatas era pontuado pelos gemidos da febre, provocada pelo esgoto que corria  a céu aberto.           ...

SOMENTE A FLUIDEZ É ETERNA

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  Rubens Alves é um escritor saboroso. Ao longo de seus textos vamos degustando pequenos pedaços de prazer. Martha Medeiros é cotiano.   Pinceladas de felicidade por nada. Nos dois podemos perceber um encantamento. O gozo de estar no mundo, sem   que o peso de todas as coisas o atormente. Amo escritores como Gabriel García Márquez, Cecilia Meireles, Vinicius de Moraes, Umberto Eco, Regina Magnabosco, Carla Ceres, MFC,   e tantos. Quiserá que meu ser fosse assim, SEDUTOR. Ontem, tive tantos pensamentos bonitos; de repente tudo é confusão. Sou fenomenológica. Observo os fenômenos e nada é.   Tudo desliza e me perco. Não sei o que é ser ética, nem moral. Quiserá defender uma “causa”, ou acredita que existem “causas” para serem defendidas. Somente a fluidez é eterna. Esta certeza consome.

O QUÊ FOI?

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- O quê foi? – falou Maria. - Não sei. Tudo é severo, inexplicável. - Por que está em meu quarto?    - Estou em todos os lugares com você. - É sempre assim, sem lucidez. - Ora, não reconhece meu olhar de repreensão. - É tão difícil agradá-la. - Por que conheço seus sonhos de infância,  os mais longínquos. - Qual o problema? - O tempo se esgota.    - O quê quer? - Responda você! Eu sou apenas um reflexo no espelho.