Ganho e perda
O jovem Antônio, com os olhos turvos pela angústia, observa a panela de ferro, onde Godofredo, seu galo de estimação, jazia despedaçado, cercado por caroços de pequi. Seu pai, parado ao lado, disse: "Você precisa deixar essas coisas de criança, onde já se viu um homem desta idade andar por aí conversando com um galo" O filho retrucou: "Ele me ouvia, gostava de mim" O pai defendeu sua atitude: "Você agora tem que trabalhar na roça, como seus irmãos" Antônio gritou: "Quero estudar pai, ser médico. Não nasci pra ser árvore, sou passarinho" O pai pela primeira vez reconheceu o filho como uma pessoa que tem ideias, sentimentos, desejos, pensamentos...antes, era para ele, um moleque de cabeça oca. Abraçou Antônio e com uma voz rouca disse: "Sinto muito, por favor me perdoa, te amo e sou grato por você ser meu filho." Por um momento, ambos ficaram entrelaçados, dois corações unidos em silêncio, seres únicos, conectados por um fio invisíveis...

Elizabeth, bom texto, infelizmente ainda há muitas lutas que nem deveriam existir, pois o mínimo seria o repeito pelos trabalhadores!
ResponderExcluirConfiemos, sim, assim como dizes, que no futuro sejam sim lembrados pelo dia em que venceram a degradação/exploração,ampliando a dignidade merecida, tomara né amiga,tomara!
Abraços e bom fim de semana!
Um abraço.
ResponderExcluirOi, Beth!
ResponderExcluirObrigada pela nova visita. Hoje estou "respirando" um pouco mais...
A exploração do ser humano é uma coisa mesmo muito triste. É certo que os africanos, como você relatou, buscam direitos básicos que os brasileiros já conquistaram, mas quando me lembro que por aqui, os empresários ficam ensandecidos quando os empregados falam em reduzir a jornada de 44 para 40 horas... vejo o quanto ainda estamos longe do que poderia ser mesmo dignidade.
Um abraço!