Ganho e perda
O jovem Antônio, com os olhos turvos pela angústia, observa a panela de ferro, onde Godofredo, seu galo de estimação, jazia despedaçado, cercado por caroços de pequi. Seu pai, parado ao lado, disse: "Você precisa deixar essas coisas de criança, onde já se viu um homem desta idade andar por aí conversando com um galo" O filho retrucou: "Ele me ouvia, gostava de mim" O pai defendeu sua atitude: "Você agora tem que trabalhar na roça, como seus irmãos" Antônio gritou: "Quero estudar pai, ser médico. Não nasci pra ser árvore, sou passarinho" O pai pela primeira vez reconheceu o filho como uma pessoa que tem ideias, sentimentos, desejos, pensamentos...antes, era para ele, um moleque de cabeça oca. Abraçou Antônio e com uma voz rouca disse: "Sinto muito, por favor me perdoa, te amo e sou grato por você ser meu filho." Por um momento, ambos ficaram entrelaçados, dois corações unidos em silêncio, seres únicos, conectados por um fio invisíveis...
Que poema mais encantador!
ResponderExcluirE que fofinhas essas graciosas bailarinas!Muito amor nessa terna poesia,Beth!Bjs,
ResponderExcluirQue ternura mais fofa!
ResponderExcluirUm lindo findi pra voces.
Beijo
Uma bonita homenagem a uma filha bailarina.
ResponderExcluirObrigada pela sua visita a um dos meus blogues
e seu comentário.
Bj/Irene
Este é o poema de uma mamãe que 'baba' pela filhinha bailarina.Muita ternura.Gracinha de poema.
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